À luz do teu olhar deito-me, perco-me, sonho contigo, em mundos que não existem, onde os momentos são inventados, e os instantes apaixonados voam, levados nas brisas perfumadas da tua essência. Deixo a janela da minha alma entreaberta, espreito a tua passagem ao largo deste sentir, onde saboreio aquilo que me deixas ver, e vivo na utopia daquilo que o meu ser me oferece, quando penso em ti. Quando a turbulência surge, fecho-me. Mas ao longe, na linha deste horizonte de ilusão, depois de mil e um arrepios, decido não fechar a janela, o meu coração diz-me que voltarás, e a minha alma quer esperar. Tu surgiste na minha vida como suave melodia trazida pela brisa que se dilatou no silêncio da minha alma e se fez moldura em meu viver.
Há algo em ti que transparece num olhar e se exterioriza num sorriso, como canção tocada na harpa dos ventos.
Sem olhar, tu percebes. Sem falar, dizes. Sem me tocares, abraças-me.
Quando me perco em labirintos escuros tu mostras-me o caminho de volta.
Nos dias em que as horas passam lentas, sem graça e sem luz, nos teus braços eu encontro alento.
Quando tu estás longe, no espelho da saudade eu vejo reflectida a certeza do reencontro.
Quando as marés dos problemas, parecem tragar nas suas ondas, as minhas forças, é nos teus braços que encontro reconforto.
Se as amarguras pairam sobre os meus dias, trazendo desgosto e dor, a tua presença traz-me tranquilidade.
Tu és alma e coração. És poema e canção.
És ternura e dedicação.
Nada impões.
Posso não te dar prendas e coisas que fazem o nosso espírito sucumbir à sua beleza, mas as palavras não me faltam, o meu amor não se esgota.
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